Desculpe a forma confusa de dizer que nem sempre para sempre é muito tempo. Hoje posso tranquilamente olhar para trás e com isso noto que por um certo tempo ouvi, falei e escrevi que seria para sempre, mas no mesmo hoje vejo que de um dia para o outro o sempre virou passado. Nem sei porque escrevo sobre isso, mas hoje “fechei o caixa para balanço” e pensei sobre tantas coisas que desejo e também sobre outras que fiz, escrevi, vivi, falei, senti; e o tão usado e falado para sempre foi uma das coisas sobre a qual refleti.
Em diversas situações falamos coisas baseados em nossos sentimentos e levando em conta o que temos e desejamos manter, emoções que falamos em voz alta e que realmente são verdadeiras naquele momento e durante muito tempo, e é o que dá sentido ao para sempre dito nesses instantes. E falando em tempo, podemos colocar a culpa nele se assim for mais cômodo para nós no momento, já que ele constrói tudo com a mesma perfeição que as destrói, com a mesma facilidade que deixa o futuro que se esconde em tantos para sempre que escutamos cair no esquecimento e se perder em um passado que raramente gostamos de lembrar.
Bom, na verdade acho que essas coisas se perdem caso não enxergamos nada que nos anima ao lembrar delas, pois isso nos faz deixá-las pelo caminho junto com outras lembranças que vão se perdendo com o tempo, pedaços significantes de nossas vidas que talvez hoje já não tem mais tanto valor, ou então fazem tanta falta que o para sempre até deixou saudades.
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