terça-feira, 28 de setembro de 2010

Respeito, sinceridade e razão.


Desde cedo aprendi a ser sincero e respeitar aos outros, sempre falar a verdade, dizer com licença, obrigado, bater na porta antes de entrar, esperar a vez de falar. Na verdade eu não entendo porque não podemos ser assim, parece que tudo que aprendemos quando éramos crianças fizemos ao contrário depois da adolescência, por rebeldia, por querer ser diferente do que nos ensinam. Sei que não posso generalizar, mas vejo tanto disto por ai que até parece regra desaprender os valores ensinados por nossos pais. Pelo menos no meu caso foi-me ensinado isto.
Fico me perguntando por que é sempre melhor inventar uma historia do que falar a verdade. Quando invento alguma coisa para fugir da realidade acabo criando algo que sempre vai além do que eu havia imaginado, parece algo compulsivo. A verdade nem sempre é algo bom de se falar, mas é sempre a melhor opção no final das contas, por que tu não consegue enganar ninguém falando coisas da boca pra fora, tu apenas te afasta da responsabilidade de dizer o que é real, o que me parece ser até pior.
E se parar para pensar isto está diretamente ligado ao respeito. E nem digo o respeito com a outra pessoa, que não deixa de ser importante, mas acima de tudo temos que respeitar a nós mesmo. Vou repetir neste parágrafo algo que mencionei no anterior, sempre que tu mente para alguém tu está te enganando, fingindo que aquilo é verdade porque é mais cômodo no momento, fazendo o que tu odeia que os outros fazem contigo. E ai está uma situação intrigante. Ninguém gosta de ser enganado, de escutar mentiras quando é tão importante saber a verdade, mas tu faz isso contigo mesmo. Até quando enxerga determinadas situações de uma maneira destorcida ao teu gosto, pois da mesma forma que é difícil falar a verdade, também é difícil de enxergá-la quando queremos uma coisa que não está se apresentando aos nossos olhos.
Eu sei que falando a verdade muitas vezes nos expomos mais do que gostaríamos, porém não é necessário inventar nada, temos que agir diferente nestas situações, devemos ser razoáveis, que, no dicionário que eu uso pelo menos, significa: “Conforme à razão; comedido; moderado. Acima do medíocre, aceitável. Considerável; importante.” Acho que agindo assim você pode dizer apenas o que é razoável que os outros saibam de você para que respeitem a tua vontade ou então te entendam sem que tu diga o que é da tua intimidade, ou o que simplesmente não quer falar. É assim que tento ser, por isso poucos sabem realmente o que se passa em meus pensamentos, mas tudo o que eles sabem faz parte do que vivi, talvez nada que os interesse, mas tudo o que precisam saber de mim.

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