domingo, 30 de maio de 2010

Se eu soubesse disso aos 17...

Na última sexta-feira conversávamos em um grupo de amigas, quando chegamos a conclusão que se soubéssemos de todas as verdades e atalhos que sabemos hoje aos 17 anos, quem sabe teríamos aproveitado muito mais a vida e sofrido muito menos.
Este foi um consenso feminino, mas também sabemos que não há aprendizado efetivo sem um pouco que seja de dor.
Cada dia que passa nos deixa um aprendizado e cada aprendizado tem o poder de curar uma ferida ou de abrir uma nova fenda.
Uma vez que uma fenda é aberta, abre espaço para adesão a novos conceitos, quebra velhos hábitos e nos torna mais flexíveis e adaptáveis aos desafios cotidianos.
Porque não dizer que nos deixa mais descolados?
Já cada vez que uma ferida é curada significa o fim de um antigo sofrimento ou sua perpetuação tal qual uma tatuagem, sim porque chagas profundas deixam marcas.
Tudo que vivi até hoje me tornou alguém muito apaixonada: pela vida, por pessoas, pelo meu trabalho e principalmente pela minha história.
Tive muitos passos em falso, até porque sou um ser humano, mas nunca me vali disto para cometer outros erros, muito pelo contrário, sofri muito com a maioria deles e não gosto de errar nem de sofrer.
Tudo na vida é uma questão de escolha até mesmo o berço que escolhemos para tomar como base e nos tornarmos adultos munidos de alguns conceitos que serão perpetuados e outros porém que serão refeitos.
Sou a favor de ter a felicidade como meta, desde que esta não prejudique a felicidade de mais ninguém e essa é uma artimanha que geralmente não se tem aos 17... ou você faz algo e mete os pés pelas mãos ou sofre como um condenado por não ter feito.
Aos quase 23, descobri que existem atalhos e até porque não dizer roteiros que nos levam próximo ao resultado desejado sem esforços, a arte de fazer as coias acontecerem.
Mas o mais importante é olhar para trás e ver que as coisas que me comoviam, ainda tem o mesmo efeito assim como as que me fazem sorrir, as que me fazem chorar continuam me ajudando a crescer e sigo estudando para aprender a amar.
Apesar de todo aprendizado, uma lição que eu retomaria aos 17 anos se tivesse a oportunidade seria esta.
Primeiro porque não me julgo tão brilhante ao ponto de dizer que domino algo tão explêndido e encantador e segundo pelo fato de julgar ainda mais fascinante as lições chagas e fendas que este sentimento causa e cura a todo instante.
O amor é um constante aprendizado, mas se eu soubesse disso aos 17... Quem sabe teria amado muito mais.
Ainda bem que há muito tempo pela frente...

Hiven L. Santos

Um comentário:

  1. hahahahaha...realmente me lembrei do nosso diálogo no nosso sagrado "momentos de sabedoria do almoço"...hehehehehe

    Amiga...faz um link do meu blog aki tb e ajuda a divulgar...já coloquei o seu link no meu...bjs!!!

    http://guardiadameianoite.blogspot.com/

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