O que me consola é que assim que esse momento passar darei voz a este sentimento mudo.
É engraçado observar a resistência que as palavras impõe para serem ditas em consonâncias, assim como a dificuldade de as escrever de uma forma que não pareçam estar soltas, palavras estas que a poucos dias atrás brotavam com naturalidade formando belos versos e narrando paixões.
Tenho vivido nos últimos dias, emoções das mais diversas, estes momentos tendem a me submergir num emaranhado de dúvidas e reflexões.
As dúvidas são um produto de ações tomadas x ações não executadas, é a sombra eterna que acoberta o medo.
As reflexões por sua vez são estímulos do subconsciente, que nos levam a planejar ações futuras baseadas em experiências passadas.
A vida se faz pulsante, no momento que estamos diante da morte, o sangue parece circular mais rápido, o coração bate mais forte e as emoções se reforçam formando élos de lembraças e saudades.
Demorei muito tempo para conseguir lincar a perspectiva da morte com a energia que move a vida e me dei conta que o fato de um homem nascer, contruir sua história gerar seus frutos não faria diferença se este fosse eterno. Não haveria motivos para a evolução, não haveríam estímulos para consertar velhos erros e fazer diferente, num futuro que está sempre às portas.
Viver contra ou a favor do tempo?
Um dia a mais vivido é um passo mais próximo do fim ou de um novo começo, dependendo das sementes que foram plantadas, nenhuma forma de vida é concebida sem que haja um propósito, e acredito que este propósito é também uma escolha.
Espero fazer as escolhas certas e se não as fizer, ainda assim possa viver cada momento com intensidade e verdade só assim tenho a certeza que nunca deixei de ser eu.
Acertando e errando, aprendendo e seguindo em frente.
Este é meu propósito.
Hiven L. Santos
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